público já pode conferir a exposição em referência aos 45 anos de criação da Fundação Casa de José Américo (FCJA). A mostra foi aberta nessa quarta-feira (6) pelo presidente da instituição, Fernando Moura, durante solenidade que contou com a participação de servidores da FCJA e convidados. A exposição está no hall do Anexo I da FCJA, localizada à Avenida Cabo Branco, 3336, na orla da capital paraibana. O horário de visitação é diário (de domingo a domingo), das 9h às 16h.
A exposição conta com 24 painéis temáticos, históricos e documentais. Apresenta uma retrospectiva desde o início da vista panorâmica da casa pioneira – onde residiu o escritor e político José Américo –, passando pelos registros fotográficos dos primeiros movimentos, e transformando-se em museu, além da ampliação dos espaços para acolher a expansão institucional.
A mostra conta ainda com a galeria dos ex-presidentes, com registro de principais ações de suas gestões; cobertura de sua inauguração, visitas de destaques e eventos; bem como repercussão de matérias especiais sobre a instituição, publicadas no jornal A União, com uma síntese histórica da Fundação, distribuídas em três páginas especiais. A cobertura fotográfica do funeral de José Américo também está na exposição.
Na abertura, o presidente Fernando Moura destacou o papel da Fundação: “Salvaguardar o legado de um homem das letras e da história. Essa é a principal missão da Fundação Casa de José Américo. Guardiã da memória, da tradição, do valor, do exemplo, da influência, da contribuição, da marca, do saber, da cultura, da lição, dos princípios e do conhecimento de uma das principais personagens da vida contemporânea da Paraíba e do Brasil”.
O paraibano José Américo de Almeida nasceu em Areia, no dia 10 de janeiro de 1887, e morreu em João Pessoa, aos 93 anos, em 10 de março de 1980). O romancista, ensaísta, poeta, cronista, político, advogado, professor universitário, folclorista e sociólogo Zé Américo formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (PE), em 1908, tendo sido promotor público da comarca da capital pernambucana, promotor público do município paraibano de Sousa, procurador-geral do estado da Paraíba, secretário de governo, deputado federal e interventor.
Ele foi ministro da Viação e Obras Públicas nos dois governos de Getúlio Vargas, senador, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), governador da Paraíba, fundador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e seu segundo reitor. Líder civil da Revolução de 1930 no Nordeste, assumiu no decurso da revolução o Governo da Paraíba e as funções do Governo Federal na área controlada pelos revolucionários, por ordem do chefe militar, o capitão Juarez Távora.
Chegou a ser pré-candidato à Presidência da República, apoiado por Vargas para as eleições de 1938, que não aconteceram em razão do autogolpe dado por Getúlio, em 1937, que deu início ao período do Estado Novo.
Entre suas obras literárias estão ‘Reflexões de Uma Cabra’ (1922), ‘A Paraíba e Seus Problemas’ (1923), ‘A Bagaceira’ (1928), ‘O Boqueirão’ (1935), ‘Coiteiros’ (1935), ‘Ocasos de Sangue’ (1954), ‘Discursos de Seu Tempo’ (1964), ‘A Palavra e o Tempo’ (1965), ‘O Ano do Nego’ (1968), ‘Eu e Eles’ (1970), ‘Quarto Minguante’ (1975) e ‘Antes Que Me Esqueça’ (1976).
A FCJA foi criada pela Lei 4.195, de 10 de dezembro de 1980, e inaugurada em janeiro de 1982.





